quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Estado laico? (2)

Escola do Distrito Federal libera oração no Jardim de Infância, mas "só se iniciativa partir da criança

Depois de uma reunião realizada no fim da noite desta terça-feira (23), onde estiveram presentes aproximadamente 60 pais e professores, a direção do Jardim de Infância da 404 Norte resolveu voltar a liberar o momento de agradecimento a Deus. O ato estava suspenso desde ontem, pois alguns pais não concordavam com a prática.

No entanto, a Regional de Ensino do Plano Piloto autorizou a retomada do momento com uma orientação: os professores não devem mais direcionar as orações. “Deve ser algo espontâneo que parte das crianças. A reunião serviu para esclarecer os preceitos que envolvem a educação pública. Buscamos um entendimento real da situação e o diálogo entre os pais”, afirmou a diretora da regional, Roberta Callaça.

Ela ressaltou ainda que não houve ilegalidade no procedimento da escola porque não ficou comprovada que se realizava um momento voltado para a religião. “No relato dos pais, ficou demonstrado que era um momento de livre expressão das crianças”, disse.

É o cúmulo do cinismo. Desde quando preces são manifestações espontâneas de crianças? Qual a capacidade de uma criança de jardim da infância de interpretar, analisar e decidir sobre uma manifestação religiosa. Que criança vai se sentir à vontade para se auto excluir do grupo se discordar?

A Constituição brasileira é explícita ao reconhecer o estado laico, mas proliferam os crucifixos em repartições públicas, dizeres religiosos em cédulas de dinheiro e agora prece em jardim de infância da rede pública de ensino.

Até quando?

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Estado laico?

Pais se juntam contra escola de Brasília que organiza orações antes das aulas

A escola Jardim de Infância da 404 Norte, região central de Brasília, tem sido alvo de uma série de manifestações. De um lado alguns pais de crianças entre 4 e 5 anos que condenam a prática da escola de organizar uma oração no começo das aulas. Do outro, porém, está a maioria de pais de alunos que não enxergam o ato como ensino religioso.

A direção da escola organiza diariamente um ato chamado de “acolhimento” que é realizado há 40 anos. Antes das aulas iniciarem os 180 alunos se reúnem no pátio da escola e  são estimulados a fazer uma “oração espontânea”, como define a diretora Rosimara Albuquerque. A cada dia, crianças de uma turma ficam responsáveis por fazer os agradecimentos a Deus ou ao “Papai do Céu”.

“Pode agradecer pelo parquinho, pelos colegas. Mas houve um questionamento por parte dos pais para que fosse um momento de acolhida um pouco mais amplo já que algumas famílias não comungam dessa religião, que seria basicamente cristã”, conta Rosimara, que está à frente da escola há seis anos.

O caso foi parar na Ouvidoria da Secretaria de Educação do Distrito Federal. Para a radialista Eliane Carvalho, integrante da Associação de Pais e Mestres do colégio, a escola está ultrapassando os limites permitidos pela legislação. Ela e outros pais que protestam contra essas atividades se apoiam no princípio constitucional da laicidade para pedir que práticas de cunho religioso fiquem de fora do ambiente escolar. Além do momento da acolhida, ela conta que notou outros sinais de violação, a partir de informações que o filho de 4 anos levava para casa.

“Não posso dizer que existem dentro da sala de aula práticas religiosas. Mas meu filho não aprendeu em casa a orar em nome de Jesus. Um dia ele me disse que o telefone para falar com Jesus era dobrar o joelho no chão”, relata Eliane que acredita que a prática serve apenas para “arrebanhar fiéis”.

Em resposta à denúncia, um grupo maior de pais organizou um abaixo-assinado a favor da escola e da oração no início das aulas. Alguns alegam que a diretora está sendo perseguida por ser católica e atuante em grupos religiosos. “A forma como eles [professores e direção] estão atuando não é nada abusiva ou direcionada a uma crença específica. Eles colocam a palavra de Deus, como entidade superior, e agradecem à família. São só coisas boas, frutos bons. Quem está incomodado é uma minoria”, defende Thiago Meirelles, que é católico e pai de um aluno.

Para Carolina Castro, mãe de outro estudante, a intenção da escola é positiva e busca a socialização. “Não acho que eles estejam tratando de religião em si, mas passando uma noção de agradecimento do que é precioso na vida. Não acho que isso seja ensino religioso”, diz.

Depois tantas reclamações, na última semana a reza foi substituída por cantigas de roda e outras atividades. “Aí, sim, parecia uma escola, antes parecia uma igreja. Como pai que tem a obrigação de dar uma orientação religiosa à filha, não posso permitir que haja divergência. O mais triste é que, apesar de essas pessoas dizerem que estão pregando o amor e o respeito, elas não têm respeito nenhum pela minha liberdade de que não haja essa interferência [religiosa]”, diz Mafá Nogueira, pai de uma aluna.

Para resolver o problema, a escola vai convocar reuniões com pais, professores, funcionários e representantes da Secretaria de Educação. Já a Secretaria de Educação do Distrito Federal informou que desconhece problemas semelhantes em outras escolas da rede e reiterou que orienta as unidades a seguir a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), que veda qualquer prática proselitista no ambiente escolar.

sábado, 20 de agosto de 2011

Fiéis processam Igreja por não haver fim do mundo

Dois ex-fiéis da igreja Ministério Agape na Austrália estão processando a igreja para recuperar um milhão e quatrocentos mil dólares que haviam doado. Motivo? A igreja havia previsto o fim do mundo que, adivinhe, não aconteceu. Agora eles querem a grana de volta.

Tá certo, dá vontade mesmo de falar para os crentes que eles são muito burros por terem acreditado e tudo mais, mas acho que o verdadeiro problema é a igreja. Ela se aproveita de fraquezas humanas para lucrar.

No final da matéria é dito que só não houve mais gente processando a igreja devido a ameaças de morte.

A pergunta que fica no ar é: Se o mundo estava prestes a acabar o que o pastor dessa igreja iria fazer com o dinheiro?

Será que ele iria levar com ele pra comprar um terreninho lá no céu?

1 Coríntios 7

1. Ora, quanto às coisas que me escrevestes, bom seria que o homem não tocasse em mulher;
(Fonte: Biblia on line, site mantido pela igreja católica)

Essa vai para a série Paulo (não eu, o outro) e as mulheres

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Padre se recusa a celebrar casamento de noiva sem calcinha

O padre Jonas Mourinho, 68 anos, responsável pela Paróquia Sagrada Família, no bairro do Vergel, na periferia de Maceió, Alagoas, surpreendeu os 230 convidados de uma celebração de casamento religioso ao cancelar o evento devido à ausência de vestimenta íntima da noiva.Padre se recusa a celebrar casamento de noiva sem calcinha 

O padre já não havia gostado de notar o imenso decote nas costas do vestido de noiva de uma professora, de 25 anos. Imediatamente após sua chegada no altar, quando se colocou de frente para o noivo o padre percebeu que o decote da moça permitia ver o derrière absolutamente desnudo.

Neste instante o padre solicitou que a noiva acompanhasse uma ministra da eucaristia até a sala de sacristia para averiguação. A ministra confirmou a suspeita do padre e o informou sobre o veredito. Depois de comunicar aos pais dos nubentes a decisão, o padre Jonas foi até ao altar avisar aos convidados que o casamento não seria realizado, pois a noiva "não estava respeitando o altar sagrado".

O padre afirmou que "é uma profanação a pessoa subir ao altar sem vestimentas íntimas". Ele ainda disse que a ministra da eucaristia notou que "a noiva estava totalmente depilada na região pubiana, o que para o pároco é um flerte com a pedofilia".

Segundo o padre Jonas "os pêlos pubianos marcam a transição entre a infância e a vida adulta, portanto retirá-los seria realizar apelo pedófilo para a prática sexual". A noiva confirmou que estava sem calcinha e disse que se o padre notou este detalhe é porque "ao invés de celebrar ele estava pensando em taradice comigo".

Depois do episódio, o padre Jonas deixou afixado na apostila do curso de noivas dois avisos: "noiva sem calcinha é satanás na cabecinha" e "vagina careca é o diabo na boneca". Assim ele espera não mais viver esse tipo de constrangimento no altar. 

terça-feira, 19 de julho de 2011

Justiça tira do calendário e proíbe dinheiro público na "Marcha para Jesus"

Última Instância
Terça, 19 de Julho de 2011

A Justiça do Distrito Federal retirou a Marcha para Jesus do calendário oficial de eventos de Brasília. Por meio de uma liminar, o Conselho Especial do TJ-DFT (Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios) suspendeu a eficácia de uma lei que também destinava recursos públicos para o evento.

O relator do processo no Tribunal alegou que a norma sofre do vício de inconstitucionalidade formal, pois deveria ter sido originada de projeto de lei de autoria do governador e não de um parlamentar. Declarou ainda que, mesmo tendo passado mais de uma década da edição da lei, a norma impõe ônus de ordem financeira ao DF.

O efeito da decisão do TJ vigora até o julgamento definitivo do Conselho. O relator considerou ainda que a liminar deveria ser concedida para resguardar o orçamento público.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Escolas católicas de Nova York fecham as portas por falta de alunos

Cerca de 30 escolas católicas fecharão as portas definitivamente nesta semana, em Nova York, no âmbito de uma reestruturação decidida pela arquidiocese para enfrentar problemas de financiamento e uma queda abrupta do número de alunos matriculados.

A medida, aprovada pelo arcebispo Timothy Dolan, afeta 27 (10%) das 274 escolas católicas dos dez condados do vale do rio Hudson, sob a esfera da arquidiocese de Nova York, segundo números oficiais.

"Estas escolas têm visto uma queda de 71% em suas matrículas nos últimos cinco anos", informou a diocese arcebispal, ao enumerar uma das razões de sua decisão.
 

Segundo explicou, com estes fechamentos, seu déficit econômico será reduzido em 10 milhões de dólares.

O número de estudantes afetados pela decisão é de 3.652, o que representa "7% destes matriculados em escolas católicas de nível fundamental" na região sob controle da arquidiocese.

Atualmente, 80.000 alunos frequentam escolas fundamentais e secundaristas dos dez condados desta arquidiocese, segundo números da Superintendência de Escolas Católicas de Nova York.

Entre as escolas que fecham as portas estão algumas com muita história, como a de San Martin de Tours, no Bronx, com 86 anos de história.

Segundo dados da Superintendência, os alunos de origem latina (30%) são o segundo grupo, atrás dos anglo-saxões (43%) a frequentar escolas católicas.

Ao longo de 2010, a diocese arcebispal de Nova York tinha se dedicado a preparar um plano para garantir o futuro a longo prazo de suas escolas, levando em conta as dificuldades econômicas que atravessa e a diminuição dos alunos matriculados.

A princípio, a ideia era fechar 32 escolas que o Comitê de Reconfiguração considerava "em risco" de perder um significativo subsídio financeiro que recebem da arquidiocese.

Mas cinco estabelecimentos da lista original conseguem convencer as autoridades com um plano de viabilidade.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Deputado paulista quer crucifixo nas escolas por “Representar Moralidade”

O deputado estadual Orlando Morando Junior apresentou um projeto de lei que visa obrigar as escolas públicas a exibirem o crucifixo em lugar de fácil visualização na área de circulação de estudantes.

Ele justifica que o símbolo do Jesus pregado no pau representa “a moralidade do povo brasileiro”, que vem sofrendo corrosão.

Se a moralidade do povo brasileiro é baseado na religião católica, precisa mesmo desaparecer. A moralidade da religião católica prega que você pode pecar o quanto quiser, como quiser, não importando contra quem, não importando a gravidade de suas ações, contanto que aceite Jesus no final. Independentemente de você tentar corrigir suas ações ou não. É por essa moralidade que temos coisas estranhas como um povo que acha feio trabalhar pra ganhar dinheiro e que, apesar de odiar corrupção, não hesitar em oferecer uma cervejinha pro guarda pra evitar multa.

Ele disse também que “o crucifixo enriquece o significado da vida”. Só se for para um católico, porque nem mesmo os evangélicos acreditam nessa balela. Vai lá perguntar para judeus e muçulmanos se o crucifixo enriquece o significado da vida deles, vai…

Melhor é essa parte aqui: os gastos com a compra e a instalação desses crucifixos serão cobertos pelo Estado. Ou seja, meu imposto que eu pago para sustentar as tetas já inchadas do governo agora irá pagar essas traquitanas. Não é só ofensivo, é uma clara tentativa de desviar dinheiro público, meu e seu que fique claro, para os bolsos de entidades religiosas.

E a cara de pau está tão encerada com peroba que ele defendeu o estado laico e a diversidade religiosa, que uma sociedade moderna deve tolerar “até mesmo o ateísmo”. 

A gente aqui querendo tirar esses símbolos para permitir que o governo governe para todas as pessoas sem distinção, incluindo a gente… e ele me vem uma dessas?

Dá para perceber por que que os ateus não conseguem ficar sem falar de religião?